Considerações sobre o orgulho.

Do livro Mereça ser feliz, de 

Ermance Dufaux, psicografia de

Wanderley S. de Oliveira.

Orgulho, doença moral das mais atuantes em todos nós

Derivativo do orgulho, a comparação é um dos efeitos mais notáveis da presença do orgulho nas relações. A comparação é importante para formação de nossa personalidade e tem início na nossa infância.

Muitas vezes o orgulhoso rebaixa a importância dos outros. E isso impede as relações gratificantes e duradouras, pois estabelece uma competição íntima com o outro. A imaginação fértil atinge níveis enfermiços.O ser passa a viver mais dos seus pensamentos distorcidos do que de seus sentimentos reais. Passa a trabalhar e cuidar mais da sua máscara, do personagem que criou para si próprio, do que se sua vida real.Acaba por ter estresse, resultado da perda de energia para alimentar fantasias orgulhosas.

A preocupação com o que os outros pensam é uma neurose.Para ser aceito em determinados grupos, para receber a aprovação dos outros, cerca-se de coisas materiais. E por, muitas vezes, procurar a aprovação de pessoas também orgulhosas, cria uma cadeia de retroalimentação: um orgulhoso alimenta o outro.

Quando ouve alguém elogiando o próximo, diz “tal pessoa é boa nisso, mas..”. Em outras palavras, elogia atacando, diminuindo a competência alheia para enaltecer a sua, não raro, inexistente.

Muitas vezes, no fundo, gostaríamos de ser aquela pessoa ou ter algo dela. Isso impede a alegria das relações sinceras, pois no fundo estamos corroídos de inveja, com raiva diante da vitória alheia. Assim, assumimos o papel de fiscais do nosso próximo, procurando por deslizes, por atos que fragilizem o nosso “opositor”.

O orgulho é poderoso para nos fazer valorizar o que não somos, mas desejaríamos ser, levando a sentir e imaginar, tudo que fazemos ou temos melhor que o outro.

O orgulho é impermeável, não permite que o outro penetre a nossa intimidade. Assim terminam muitos relacionamentos.

Manter as aparências custa muito e é doloroso.

O amor-próprio é o pilar mestre das relações. Como podemos dar o melhor de nós, senão estamos bem? Autoperdão e amor-próprio são os caminhos. Sem isso não haverá harmonia nas relações e interações.

É necessária uma auto-análise com muita humildade, reconhecer os reais motivos que impulsionam as nossas ações, movimentos e decisões. Um mergulho sincero para o nosso interior. Descobrir onde estamos errando com o nosso próximo, decidirfazer a nossa mudança, sem sofrimento, nos perdoando. Sem o autoperdão não conseguiremos sair do lugar. Perseverança sempre, seguindo os ensinamentos de nosso querido Jesus Cristo. Pedindo a Ele a sua luz a orientar nossos caminhos e a nossa decisão de melhora moral.

Mereça ser feliz, Ermance Dufaux, na livraria Boa Nova

      Et Cáritas